O Elogio Ao ÓCIO - Um blog sobre tudo e sobre nada


 

    
     HOMENAGEM ATRASADA

     Ao dia da Poesia, 14 de março, posto este texto de meu camarada e amigo, jovem representante da boemia, Ângelo Girotto.

Do amor? - a quimera!

Tateio um amor
sem que possa tê-lo.
Um desses que é roubado.
Um amor inusitado,
todo desmantelo.

Que venha com um tanto de dor,
pois sem, como tê-lo?
Se amor for, dos verdadeiros,
terá, de certo, mil devaneios,
pois sem, como sê-lo?

E, se a vida do amante colore
fiques tu, pode, com a aquarela.
Pois que pra mim, o homem que implora
um amor que tanto ri, por vezes chora
basta-me ter do amor a quimera.

 


     REAIS AMEAÇAS

     Não era sem fundamento as afirmações do presidente da Venezuela de que o governo dos Estados Unidos planejava não apenas sua deposição, mas também a sua cabeça, literalmente. E não só o governo.

     Num programa de TV de Miami - um programa latino, cujas freqüências são especialmente direcionadas a Cuba -, a apresentadora cubano-americana Maria Elvira convidou natos membros da ultradireita americana, como o ex-agente da CIA Felix Rodriguez (que participou diretamente da captura e morte de Che Guevara) e Luis Piña, venezuelano residente em Miami, para promover aquilo que se tornou a maior investida pública nos Estados Unidos em favor da intervenção na Venezuela.


Maria Elvira: quando a CIA matará Chávez?

     No programa Maria Elvira Confronta, os três não discutiam - insistam fervorosamente numa ação militar norte-americana na Venezuela que resultasse na devolução do poder às elites venezuelanas, aliadas a Washington, e no assassinato do presidente eleito constituciolmente Hugo Chávez. Este programa de televisão é o mesmo no qual no período do referendo o ator e golpista venezuelano Orlando Urdaneta lançou a famosa ordem de assassinato do presidente venezuelano, com um rifle com mira telescópica.

     Ficam muito claros os reais interesses norte-americanos, sobrepostos a seu discurso de defesa da democracia.



Escrito por Leon K. às 17h39
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Nas grandes cidades,
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O medo nos leva tudo
(sobretudo `a fantasia)

Então erguemos muros
que nos dão a garantia
de que morreremos cheios
de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades
de um país tão violento
Os muros e as grades
nos protegem de quase tudo

Mas o quase tudo
quase sempre é quase nada
E nada nos protege
de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super
(uma vida superficial)
Entre as sombras ,
entre as sobras da nossa escassez
Entre cobras,
entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades
de um país tão irreal
Os muros e as grades
nos protegem de nosso próprio mal

Levamos uma vida
que não nos leva a nada
Levamos muito tempo
pra descobrir que não é por aí...
não é por nada não...
não, não pode ser...
é claro que não é, será?

Meninos de rua,
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Violência nua e crua,
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Viver assim é um absurdo
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