O Elogio Ao ÓCIO - Um blog sobre tudo e sobre nada


 

     SÃO TODOS OUTROS TITÃS

     Opa.. eu tava ouvindo A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, dos Titãs, lançado em 2001. Uma verdadeira preciosidade do nosso rock. Há quem não goste dos Titãs. Num debate musical no orkut, um infeliz disse que a palavra de ordem nos Titãs, no que toca o aspecto musical é "conveniência". Coisa de quem está bem distante de conhecer a música que os Titãs nos apresentam a cada dois anos. O disco Como Estão Vocês, de 2003, segue a tendência do anterior, mesclando baladinhas comerciais com o poesias cruas e sons viris.


A melhor Banda, raro exemplo de rock adulto e rebelde

     Do disco de 2001, último com a presença de Nando Reis (e último em que o Marcelo Fromer teve participação na composição das músicas), as músicas O Mundo é Bão, Sebastião, Cuidado, Um Morto de Férias entre outre outras, são verdadeiras pérolas desse disco, que me fazem ouví-lo até furar sem um segundo sequer de abuso. Mundo Cão é um grande tapa na cara daqueles que dizem que os Titãs só se dispõem a fazer som mole.

 


     ENFIM O FIM

     Ih.. e os caras que começaram comigo o curso de Geologia e Mineração, aqui no Cefet, no segundo semestre de 2003, concluíram-no, enfim. Depois de dois anos e muitas histórias pra contar, demorou, mas os caras chegaram ao ponto final. Eu não pude acompanhá-los. Paguei o preço por não dar a devida prioridade ao curso, naquele nada memorável ano de 2003. Fiquei no primeiro semestre, apenas. Mas o suficiente pra conhecer bastantes pessoas interessantes, e boas companhias.

     Ainda me lembro bem das antigas reuniões depois da aula, nas desertas arquibancadas do Cefet, onde a rapaziada se reunia pra dividir o beck na roda.. ou simplesmente dos dias em que ficavam até horas da noite tomando umas e outras, e ficar papeando por horas. E a galera já tá pensando em organizar uma senhora despedida... estarei dentro!

     Parabéns a todos!

 


     IMPRENSA ELITISTA x GOVERNO POPULAR

     O governo Lula segue sofrendo oposição ferrenha dos maiores (e mais reacionários) meios de comunicação. Dois dos maiores jornais do País, o Estadão e a Folha de São Paulo, inimigos históricos, uma rivalidade conhecida bem além dos meios jornalísticos, se uniram para atacar o Governo Federal com capas quase idênticas, chamando atenção para uma interpretação restrita e forçada para declarações do presidente, teimando em colocar como prioridade do governo, antes do bom trabalho ainda nessa gestão, a busca pela reeleição no ano que vem.

     O erro de Lula foi ter tocado na questão do Plano PluriAnual do governo, que, em relação a energia elétrica, tem como meta fornecer esse bem a população, irrestritamente. Embora o Plano seja uma meta do Estado Brasileiro (e não propriamente do governo), os jornais trataram de estampar aquilo como uma afirmação prepotente de que Lula de fato confiaria na reeleição.

     Os dois diários, em 2002, sem crédito pra pedir votos a José Serrá, após oito longos e destrutíveis anos de governo FHC, mantiveram-se em solene isenção, na campanha presidencial. Ao contrário deste ano, em que o governo Lula (a exemplo dos outros governos populares e democráticos da América Latina), sofre a tendência elitista de utilizar a comunicação em massa e os discursos tolos e apelativos para atacá-lo.

 


     60 ANOS DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE

     Por volta de setembro de 1942, a soma das conquistas de Hitler era estarrecedora. A Batalha de Stalingrado reverteu esse quadro. Foi a mais feroz, a mais encarniçada, a mais renhida e sangrenta, a mais dramática das batalhas militares que a História da humanidade conheceu. Depois dela, o Exército Vermelho arrancou impetuoso rumo à capital do Reich nazista. No dia 2 de maio de 1945, seus soldados hasteiam a bandeira soviética no Reichstag. Cinco dias depois, numa pequena escola em Reims, França, na madrugada de 8 de maio de 1945, o almirante Friedeburg e o general Jodl assinam, enfim, a rendição nazista, em nome do que restou da máquina de guerra nazista. Por Max Altman.

A batalha de Stalingrado em cartaz soviético

 



Escrito por Leon K. às 20h56
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(sobretudo `a fantasia)

Então erguemos muros
que nos dão a garantia
de que morreremos cheios
de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades
de um país tão violento
Os muros e as grades
nos protegem de quase tudo

Mas o quase tudo
quase sempre é quase nada
E nada nos protege
de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super
(uma vida superficial)
Entre as sombras ,
entre as sobras da nossa escassez
Entre cobras,
entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades
de um país tão irreal
Os muros e as grades
nos protegem de nosso próprio mal

Levamos uma vida
que não nos leva a nada
Levamos muito tempo
pra descobrir que não é por aí...
não é por nada não...
não, não pode ser...
é claro que não é, será?

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