POR (CAUSA DE) UM TRIZ
É bem verdade que nossa vida é uma gangorra. E que, se ora você está por cima, pode rapidamente cair (ou vice-versa). E por vezes, um triz é o que separa um acidente duma fatalidade.
 Crianças, cuidado com seus brinquedos de metal
Eu planejava uma ótima noite para esta última sexta-feira. Ao sair do Cefet, às 16h eu iria para o shopping onde me encontraria pessoalmente com a lindíssima Karla, uma de minhas favoritas companhias virtuais, e curtiríamos uma exposição de Beatles, com show acústico e tudo. E depois ainda rechearia a noite com um lual na mundialmente conhecida praia de Ponta negra. Mas, um acidente que trouxe outros consigo, eu, em minha moto, acabei por bater num carro que, por alguma razão que desconhece-se, parou bruscamente em pleno sinal verde.
Por eu ter ao máximo tentado desviar, do carro do senhor de idade (velhos por vezes são mais perigosos que mulheres em trânsito) eu só quebrei um farol. Mas a minha moto, à velocidade que ia, arrebentou-se toda, e eu voei embora. Precisei ser levado ao hospital (parafraseando a piada, o cúmulo da sorte é você ser acidentado em frente ao maior hospital público do estado), e tô com parte do corpo enfaixado, embora nada que pareça aquelas múmias. Eu estava em tamanha sã consciência que ainda tive tempo de negociar com o motorista o farol dele, antes de arriscar que a perícia chegasse e eu sofresse alguma punição (sendo minha carteira provisória, eu provavelmente a perderia).
Como é de praxe num País como o nosso, esperei 45 minutos para ser atendido, por falta de maca - no fim das contas, fui atendido numa cadeira de plástico. Ainda mais pra mim, que já detesto clima de hospital, aqueles médicos sempre deixando os trabalhos pra depois, os estudantes de Medicina sempre olhando pros ferimentos do povo, e os outros clientes reclamando de tudo, do atendimento, da doença, da vida. Eu ainda abandonei o hospital quando quiseram me dar uma vacina lá, pois já estava atrasado pra exposição - sim, claro, eu ainda fui curtir Beatles no shopping.
Mas nada de lual... ainda peguei uma febre na mesma noite, e agora tô à base duns coquetéis, comprimidos, xaropes, tudo que for química.. argh.
CUMPLICIDADE TRANSCENDENTAL
Eu sou ateísta, é verdade. Não acredito em qualquer intervenção divina na vida do homem na Terra. Não desconsidero a possibilidade de haver uma lei natural, uma força regente de todas as coisas, mas isso é irrelevante - porque essa força não teria consciência alguma. E não tenho nenhum, rigorosamente nenhum, problema com quem tem religião (é importante ressaltar isso - embora não devesse ser), seja lá qual for. Mesmo assim, adoro falar qualquer coisa sobre o assunto.

Conversando no msn com uma menina cristã, interessante quando ela afirmou que "todos são iguais perante Deus". Se todos são iguais, como a lógica cristã explica a divisão entre céu, inferno, purgatório? Mas aí sempre aquela história: Deus só existe pra quem acredita. Partindo daí, tudo se delineia: ou existe, ou não existe. "Pra quem crê a vida eterna, e pra quem não crê a morte eterna". Ora, se pra pessoa que não acredita não existe vida eterna, então nem todos são iguais perante Deus. Fica muito clara, a segregação cristã.
Eu ainda propus a remodelação da frase para "Todos que acreditam n'Ele são iguais perante Deus", embora os não-crentes tenham até a morte para se arrepender e tornar-se igual. Ela encerrou a discussão, claro (sempre encerram). Mas não antes de afirmar a razão de sua crença: mesmo que deus ñ existisse eu preferiria acreditar pq é por causa dele que eu tenho tanta esperança.Eu teria me matado por essas pessoas pobres que morrem injustamente tanta desgraça no mundo. pelo menos elas tem em qm acreditar.
No fim das contas, Deus tornou-se cúmplice.
Ah, eu não sou muito chegado no Dia das Mães. Mas eu dei os parabéns à minha. Ainda bem que ela vai fazer a parte dela e passar o dia com minha avó, lá. Até que gostei desse Dia.
Escrito por Leon K. às 09h10
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