O Elogio Ao ÓCIO - Um blog sobre tudo e sobre nada


 

     NOVIDADES IMPRESSAS

     E novidades, eu tenho poucas. Mas simbólicas. Uma delas foi que enfim eu tive sorte no sorteio - eu já tive uma vez, mas a única coisa que havia ganho foi um panetone no Natal de 2003...


Dá-lhe, dá-lhe livros

     Dia desses ganhei no canal de discussão filosófica #Philosophy da BrasNet, um limite de cento e tantos reais pra gastar com livros. Enfim algo de futuro. Dentre os que comprei, uns eujá havia lido: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, eu comprei pra "ganhar uns pontos" com minha mãe (sugestão dela). Além deste,  A Ideologia Alemã, de Karl Marx e Friedrich Engels, O Elogio Ao Ócio, do filósofo e matemático Bertrando Russel, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, que havia lido desconfortavelmente como ebook.

     Dentre os novos livros, que no máximo eu só havia folheado, têm Além do Bem e do Mal, de Nietzsche, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, do Jô Soares e O Idiota, de Dostoievsky. Nunca adicionei tantos livros - novos - à minha minibiblioteca de uma só vez, assim. E pra quem não tem lido muito ultimamente, é prato cheio...

*     *     *     *     *

     E paralelamente eu também adquiri O Mistério do Trem Azul, da Agatha Christie (pura masturbação intelectual) e As Portas da Percepção, também do Aldous Huxley, sobre sua memorável experiência com mescalina. Completo, tudo completo. E férias recheadas de literatura. Enfim.

 



Escrito por Leon K. às 18h21
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     A DEMORADA VOLTA

     Enfim enfim! Estou de volta! Foi-se o tempo, a folga durou, mas eu reapareci! Ahhh, eu reapareci!

     É, a crise se abateu, meus camaradas. Estou sem computador, os blogueiros estão sendo perseguidos no CEFET, a net, nos cybercafés da vida, cai justamente na hora em que tento postar. Mas os tempos mudaram. Apareci, e hei de voltar a postar com a freqüência de sempre - a de sempre, sim.

     Ah! Enfim, estou de férias. É verdade que ninguém sabe se o CEFET tá em recesso, ou se já decretaram greve. Mas que num tá tendo aula (enfim, não), lá isso é o mais importante.

 


     E voltando ao papo furado nosso de cada dia...

     Tenho passado férias hoje como não via há um bom tempo. É que são as primeiras que passo sem computador desde... acho que 2001... realmente muito tempo. E é difícil, era quase um vício psíquico. Nem estimulantes me deixam tão submisso quanto o sou ao computador. Mas enfim...

     Atenho-me a observar os vizinhos. E nessas horas me sinto velho, vejo os meninos que jogam bola. O mais velho ali deve ter uns 10 anos. A menina mais gostosa da rua não deve ter mais de 8. É uma verdade que as últimas gerações têm se desenvolvido rápido demais. E eu, próximo dos 20, ainda num tenho nem 1,65m...

 


     TV SEM FUTURO

     E, na falta de opções, tive eu de aceitar o fato de que só me restava, por enquanto, assistir à televisão. E ontem, vagueando com o controle, deparei-me com mais uma discussão política - não, não era nenhum ex-guerrilheiro que estava no debate, nem tampouco deputados ou jornalistas políticos. Estavam lá o comentarista de futebol Jorge Kajuru, o diretor de teatro Cacá Rosset, a apresentadora extemporânea Hebe Camargo, e a ridiculamente inecifrável Adriane Galisteu. Estavam lá, os quatro, discutindo


Cacá Rosset é um cara admirável, mas costuma aparecer em cada programinha de TV...

     Enquanto Cacá Rosset era o único que inteligentemente e educadamente se mantinha calado em certos momentos, o Kajuru dava cenas de moralismo exacerbado, a Galisteu dava respostas vagas e clicherizadas como "gosto não se discute" (próprio dela) e a Hebe atrapalhava os poucos bons momentos de discussão produtiva (entre Cacá e Kajuru) mostrando uma santa e berrado "nossa senhora Aparecida, salve este país". É muita desesperança. Só poderia partir de logo quem...

 



Escrito por Leon K. às 15h20
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Nas grandes cidades,
no pequeno dia-a-dia,
O medo nos leva tudo
(sobretudo `a fantasia)

Então erguemos muros
que nos dão a garantia
de que morreremos cheios
de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades
de um país tão violento
Os muros e as grades
nos protegem de quase tudo

Mas o quase tudo
quase sempre é quase nada
E nada nos protege
de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super
(uma vida superficial)
Entre as sombras ,
entre as sobras da nossa escassez
Entre cobras,
entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades
de um país tão irreal
Os muros e as grades
nos protegem de nosso próprio mal

Levamos uma vida
que não nos leva a nada
Levamos muito tempo
pra descobrir que não é por aí...
não é por nada não...
não, não pode ser...
é claro que não é, será?

Meninos de rua,
delírios de ruínas
Violência nua e crua,
verdade clandestina
Delírios de ruína,
delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo,
medo de brincar
Em anúncios luminosos,
lâminas de barbear

Viver assim é um absurdo
(como outro qualquer)
Como tentar o suicídio
ou amar uma mulher

Viver assim é um absurdo
como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder...